Programa de Ideias 2026 anuncia projetos vencedores após receber 123 inscrições

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Destrava, Avalia Docente e Decola conquistaram as três primeiras colocações da edição, que capacitou os participantes para transformar propostas em iniciativas viáveis


A Vitru Educação anunciou os três projetos vencedores do Programa de Ideias 2026. As propostas se destacaram pela capacidade de identificar problemas reais, estruturar soluções, mensurar os impactos esperados e apresentar planos viáveis de execução.

O primeiro lugar ficou com o Projeto “Destrava”, desenvolvido por Gabriel Domingos, Julia Stolf e Wanderson Ribeiro, que propõe automatizar, com inteligência artificial, a validação de convênios de estágio, reduzindo burocracias, agilizando aprovações e ampliando a eficiência e a segurança do processo.

Na segunda colocação, o Projeto “Avalia Docente”, de Lauren Carvalho e Diego Souza, apresentou uma plataforma que utiliza inteligência artificial para avaliar aulas simuladas de candidatos, tornando a seleção de docentes mais assertiva, padronizada e direcionada à qualidade da experiência acadêmica.

Já o terceiro lugar foi conquistado pelo Projeto “Decola”, de Roberta Chaves, Willi Pádua, Daiana Berti e Jéssica Andrade, que prevê um programa de mentoria entre pares no qual estudantes veteranos apoiam a adaptação dos calouros ao ensino digital, fortalecendo a autonomia e evitando que dificuldades técnicas contribuam para a evasão.

Inscrições e curadoria

Nesta edição, o programa recebeu 123 ideias inscritas, desenvolvidas por colaboradores de diferentes áreas de toda a companhia. As propostas foram avaliadas ao longo de uma jornada que combinou capacitação, desenvolvimento e diferentes etapas de seleção.

“Os projetos vencedores mostram que inovar exige capacidade de execução. Uma boa ideia ganha valor quando parte de um problema relevante, apresenta impacto mensurável e indica um caminho possível para sair do papel. O Programa de Ideias prepara os colaboradores para percorrer justamente essa jornada”, afirma Daniel Faria, vice-presidente de Tecnologia e Transformação da Vitru Educação.

Após a curadoria inicial, dez ideias foram selecionadas para a fase de aceleração. Durante seis semanas, os participantes receberam conteúdos, mentorias e ferramentas para avaliar o potencial de retorno das propostas, aprofundar o diagnóstico dos problemas, desenvolver soluções, criar protótipos e validar as hipóteses com usuários.

Os projetos também passaram por uma preparação voltada à construção do pitch executivo. Ao final da jornada, seis propostas chegaram à etapa final e foram apresentadas a uma banca formada por vice-presidentes e pelo CEO da Vitru, responsável pela definição dos três vencedores.

Os grupos vencedores receberam premiações de R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 7 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro, além de uma experiência de imersão presencial em São Paulo. As propostas também poderão seguir para as esteiras de implementação da companhia, de acordo com a avaliação de viabilidade, priorização e disponibilidade de orçamento.

Programa soma quatro edições

Criado em 2023, o Programa de Ideias tem como objetivo transformar o conhecimento dos colaboradores sobre a operação em melhorias para o negócio e para a experiência dos alunos. Na primeira edição, foram identificadas 218 ideias. Em 2024, o programa recebeu outras 179 propostas e, em 2025, mais 187. As quatro edições somam 707 ideias identificadas.

Ao longo dessa trajetória, mais de 200 colaboradores participaram das etapas de aceleração e de preparação para os pitches, totalizando mais de 450 horas de capacitação em resolução de problemas, ideação, mensuração de resultados e comunicação de impacto. O programa também reconheceu e premiou 65 colaboradores até 2025.

Entre as ideias aceleradas nas edições anteriores, 70% estão em fase de piloto ou foram incorporadas a projetos. Além disso, 78% resultaram em alguma ação concreta, como uma prova de conceito, um piloto ou um projeto.

“O histórico do programa demonstra a capacidade dos nossos times de observar a operação, conectar diferentes conhecimentos e propor respostas para desafios relevantes. Mesmo quando uma ideia não avança para a implementação, a validação permite tomar decisões fundamentadas e direcionar melhor os recursos da companhia”, explica Faria.

Projetos avançaram para a implementação

Um exemplo é o Projeto SmartPaper, voltado à automatização da correção de avaliações acadêmicas. Integrada ao Hub de Correções do VitruLab, a solução já passou por sete ciclos de desenvolvimento e por testes com usuários, com uma economia projetada de R$ 2,4 milhões.

Na edição de 2026, a jornada também ampliou o uso de ferramentas de inteligência artificial e plataformas no-code. Esses recursos permitiram que os participantes desenvolvessem protótipos e testassem suas propostas com maior autonomia, mesmo sem conhecimento técnico em programação.

“Queremos que a tecnologia seja uma ferramenta acessível para transformar conhecimento em ação. Ao oferecer método, capacitação e recursos para prototipar e testar soluções, fortalecemos a autonomia dos colaboradores e aumentamos as possibilidades de que boas propostas gerem resultados concretos”, completa Faria. 

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