Do primeiro diploma à especialização: pesquisa traça perfil de quem busca formação em diferentes momentos da carreira
• Educação
Levantamentos da Vitru Educação com ingressantes de graduação, pós-graduação, cursos técnicos e profissionalizantes mostram como trabalho, renda e perspectivas de carreira influenciam a decisão de estudar
A busca por formação acompanha diferentes momentos da trajetória profissional dos brasileiros. Enquanto parte dos estudantes chega à graduação em busca de melhores oportunidades de trabalho e renda, outros procuram cursos técnicos e profissionalizantes para entrar ou se reposicionar no mercado, e profissionais mais experientes retornam à educação para atualizar conhecimentos e se especializar.
É o que mostram levantamentos do Perfil do Ingressante 2026, realizados pela Vitru Educação com alunos de graduação, pós-graduação, cursos técnicos e profissionalizantes da UNIASSELVI e da UniCesumar. Na graduação, o estudante já chega conciliando diferentes responsabilidades. Cerca de três em cada quatro ingressantes trabalham (75% na UNIASSELVI e 72% na UniCesumar) e, entre os que não estão empregados, mais de 70% estão buscando trabalho. Mais da metade possui filhos e aproximadamente 80% são responsáveis pelo pagamento da própria mensalidade.
A trajetória educacional também revela um perfil marcado pelo acesso ao ensino superior: 75% a 76% dos ingressantes cursaram todo o ensino médio em escola pública e aproximadamente um terço é a primeira geração da família a chegar ao ensino superior.
Formação como caminho para avançar profissionalmente
Carreira e renda aparecem com força entre os objetivos de quem inicia uma graduação. Na UNIASSELVI, 87% relacionam a formação à possibilidade de aumentar a renda e 87% à conquista de emprego ou cargo. Na UniCesumar, os percentuais são de 84% e 82%, respectivamente. Aprender uma profissão também está entre os objetivos mais citados.
O perfil dos ingressantes reforça que a graduação nem sempre acontece logo após a escola. A faixa dos 30 aos 44 anos é a mais representativa nas duas instituições, e mais da metade dos novos alunos já teve alguma experiência anterior com o ensino superior, seja uma graduação concluída, interrompida ou ainda em andamento.
“Os dados mostram que a relação com a educação é cada vez menos linear. Temos estudantes que chegam à graduação já inseridos no mercado de trabalho e com responsabilidades familiares, pessoas que buscam uma formação técnica para abrir novas possibilidades profissionais e profissionais experientes que retornam para se especializar. A educação passa a fazer parte de diferentes momentos da vida e da carreira”, afirma Felipe Donato, diretor executivo de Educação Continuada da Vitru Educação.
Entre os ingressantes de cursos técnicos, 71% trabalham atualmente; nos profissionalizantes, são 58%. Entre aqueles que não trabalham, a maioria está buscando emprego. Melhorar a renda, conquistar um emprego melhor e mudar de área aparecem entre as motivações para a formação técnica, enquanto nos cursos profissionalizantes a atualização dos conhecimentos também ganha relevância.
Na pós-graduação, o perfil é mais experiente: mais de 80% dos ingressantes trabalham e, entre eles, cerca de 70% acumulam mais de dez anos de experiência profissional. Atualizar conhecimentos técnicos é a principal razão para fazer uma pós, citada por 65% dos ingressantes da UNIASSELVI e 62% da UniCesumar. Renda melhor e acompanhar as mudanças do mercado também aparecem entre as principais motivações.
Uma trajetória que não termina no diploma
Os dados indicam ainda que a relação com a educação tende a continuar após a conclusão de um curso. Entre os ingressantes da graduação, 68% dos alunos da UNIASSELVI e 64% da UniCesumar já pensam em fazer uma pós-graduação no futuro. Quando questionados sobre seus objetivos profissionais após a formação, continuar estudando e fazer uma especialização ou pós aparece em segundo lugar, atrás apenas de construir uma carreira sólida na área de formação. Na pós-graduação, esse comportamento se repete: entre 54% e 59% dos ingressantes já consideram fazer outra especialização. Nos cursos técnicos e profissionalizantes, graduação, pós-graduação e novas formações também aparecem entre os planos futuros.
“Hoje, o desafio é pensar a formação como uma jornada. O estudante pode chegar à instituição em busca da primeira graduação, retornar para desenvolver uma competência específica ou buscar uma especialização anos depois. Para as instituições de ensino, isso significa construir caminhos de aprendizagem que façam sentido em diferentes fases profissionais e permitam que a educação continue acompanhando as transformações da vida e do mercado”, completa Felipe.
Sobre os levantamentos
O Perfil do Ingressante – Graduação 2026 considera um universo de 410.647 alunos de graduação, com 1.344 respondentes. A coleta foi realizada com ingressantes da Vitru em 2026. Já a pesquisa de pós-graduação considera um universo de 58.361 alunos, com 500 respondentes. E o levantamento de cursos técnicos e profissionalizantes parte de um universo de 61.374 alunos, com 452 respondentes.
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