Dia do Estudante: histórias de alunos da Vitru mostram diferentes caminhos transformados pela educação
• Educação
Entre a rotina de um campeão de taekwondo que se prepara para o futuro profissional e a trajetória de uma mãe que voltou a estudar aos 45 anos, relatos de alunos da UNIASSELVI e da UniCesumar mostram que não há idade nem um único caminho para aprender
Celebrado em 11 de agosto, o Dia do Estudante reúne histórias construídas em diferentes momentos da vida. Na Vitru Educação, líder em educação a distância no país e holding da UNIASSELVI e da UniCesumar, trajetórias de estudantes mostram como a formação acadêmica pode acompanhar sonhos esportivos, mudanças profissionais, desafios familiares e projetos que pareciam distantes.
De um lado está Saimon José Melo de Barros, 20 anos de idade, aluno do 5º período de Fisioterapia da UNIASSELVI e campeão sul-americano universitário de taekwondo. Do outro, Marinês Botim, que ingressou no ensino superior aos 45 anos, tornou-se psicóloga e hoje cursa pós-graduação em Neuropsicologia na UniCesumar, no polo de Paulínia (SP), enquanto acompanha de perto a formação acadêmica do filho Marcos Antônio, estudante de Design de Produto no mesmo polo.
Dos tatames para a Fisioterapia
Poucos dias depois de conquistar a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano de Taekwondo, em Lima, no Peru, Barros voltou à rotina dividida entre treinos e estudos. Atleta desde a infância e competidor profissional desde os 12 anos, ele busca uma vaga nos Jogos Olímpicos ao mesmo tempo em que se prepara para a profissão que pretende exercer depois das competições.
A escolha pela Fisioterapia surgiu justamente durante a trajetória esportiva. Ao longo dos anos, a convivência constante com profissionais responsáveis pela prevenção e recuperação de lesões despertou a curiosidade pela área. “Como qualquer outro atleta, sempre trabalhei constantemente com fisioterapeutas. Durante todas as sessões, eu ficava muito curioso sobre a área”, conta.
Hoje, a graduação faz parte do planejamento de longo prazo do atleta. “Sempre fui muito apaixonado pela Fisioterapia. Conseguir estudar e ter a vida de um atleta de alto rendimento, conciliando os dois, é muito gratificante e importante para minha vida profissional e pessoal”, afirma.
O currículo esportivo de Barros inclui ainda vice-campeonato mundial, títulos pan-americano e pan-americano universitário, bicampeonato brasileiro, Campeonato Brasileiro Universitário, Jogos da Juventude e bicampeonato da Copa do Brasil. Ele também já foi reconhecido como Melhor Atleta de Pernambuco e Melhor Atleta Universitário Brasileiro.
A universidade aos 45 anos e um novo projeto de vida
Para Marinês Botim, a chegada ao ensino superior aconteceu em outro momento. Aos 45 anos, ela decidiu iniciar a graduação em Psicologia enquanto vivia uma rotina marcada pelos cuidados com a família e pela busca por conhecimento sobre o transtorno do espectro autista (TEA).
Marinês é mãe de Marcos Antônio e Maria Alice, ambos diagnosticados com TEA. A experiência familiar influenciou sua formação e, depois de concluir Psicologia, levou-a a buscar novos conhecimentos. Atualmente, cursa pós-graduação lato sensu em Neuropsicologia na UniCesumar. “Quando ingressei na universidade aos 45 anos, foi desafiador. Minha realidade é a de muitas famílias, sem rede de apoio, sem suporte. Precisei acreditar na força extraordinária de uma mulher simples, que estava buscando o melhor para sua família”, relata.
A trajetória acadêmica passou a caminhar ao lado da maternidade e contribuiu para uma nova atuação profissional. Hoje psicóloga clínica, Marinês vê no estudo uma forma de ampliar sua capacidade de compreender, acolher e atuar diante das necessidades de outras pessoas e famílias.
Para ela, a educação também ensina que trajetórias não precisam obedecer ao mesmo ritmo. “Cada pessoa tem seu tempo, seu processo, sua entrega. Ideais nunca morrem, apenas adormecem no cansaço, mas ressurgem quando estamos prontos para gerenciá-los da melhor maneira”, afirma.
Educação que também atravessa gerações
A relação da família Botim com o ensino superior ganhou outro capítulo em 2025. Marcos Antônio, diagnosticado com TEA aos três anos e seis meses, decidiu cursar Design de Produto. Autodidata em música e desenho, encontrou na área uma possibilidade de desenvolver habilidades construídas desde a infância.
Segundo a mãe, a família procurou diferentes instituições antes de chegar ao polo da UniCesumar em Paulínia (SP). A apresentação do laudo ainda no momento da matrícula permitiu organizar o atendimento às necessidades do estudante.
Entre os recursos utilizados ao longo da formação estão adaptações nas avaliações presenciais e acompanhamento durante a jornada acadêmica. Para a mãe, esse suporte foi decisivo para que o ingresso no ensino superior pudesse se transformar em permanência. “O menino inquieto, não verbal, com hiperfoco em marcas, desenhos, cores e números cresceu e superou muitos desafios e limites por meio do suporte dentro do núcleo familiar, lugar onde o amor faz morada, com um único ideal que nos inspira todos os dias: nunca desistir”, relata.
Diferentes estudantes, diferentes futuros
As histórias de Barros e da família Botim ajudam a ampliar o significado do Dia do Estudante. Estudar pode fazer parte da preparação de um jovem atleta para a vida depois do esporte, representar a retomada de um projeto aos 45 anos ou abrir espaço para que uma pessoa com necessidades específicas desenvolva seus talentos e construa maior autonomia.
Neste 11 de agosto, essas histórias mostram que ser estudante não está ligado a uma idade ou a uma circunstância específica. Está ligado à possibilidade de continuar aprendendo e de transformar conhecimento em novos caminhos.
Galeria de imagens
Este site usa cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies de acordo com nossa Política de Privacidade.