Documento adota modelo de Relato Integrado e reúne indicadores sobre acesso à educação, empregabilidade, pessoas, inovação, integridade e desempenho ambiental
A Vitru Educação apresentou o “Relatório Anual de Sustentabilidade 2025”, documento que reúne os principais resultados financeiros e não financeiros da companhia conectados às frentes ESG da companhia e, assim, amplia a conexão entre estratégia, governança e geração de valor. Nesta edição, a empresa avançou para o modelo de “Relato Integrado” e adota, pela primeira vez, a abordagem de dupla materialidade, que considera tanto os impactos da operação sobre a sociedade e o meio ambiente, quanto os riscos e as oportunidades capazes de influenciar o desempenho do negócio.
Elaborado com base nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), o relatório também apresenta indicadores do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) aplicáveis ao setor de serviços educacionais. As informações abrangem o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025 e consideram as empresas do Grupo Vitru, com enfoque na UNIASSELVI, UniCesumar, Rede Enem e no Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICETI).
“O relatório amplia a capacidade de compreender como as decisões da companhia se conectam aos impactos educacionais, sociais, ambientais e financeiros. Esse processo também qualifica a gestão de riscos e oferece aos nossos públicos informações mais estruturadas para avaliar a atuação e a geração de valor da Vitru no longo prazo”, afirma Patricia Cantil Martins, Diretora de Governança, Riscos e Compliance & ASG na Vitru Educação.
A publicação ocorre em um momento de alterações dos reportes de sustentabilidade no mercado de capitais. Em maio de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários atualizou a Resolução CVM 193 e, por meio da Resolução CVM 244 viabilizou às companhias a possibilidade de adoção voluntária dos padrões CBPS e ISSB para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. O conteúdo do relatório contou com a colaboração da Governança da Vitru e demais áreas vinculadas a temas ASG na companhia e está disponível para consulta no site de Relações com Investidores da Vitru Educação.
Educação e empregabilidade
Ao final de 2025, a Vitru contava com 915,4 mil estudantes e uma rede de mais de 2,5 mil polos educacionais ativos no Brasil. Entre os alunos da educação a distância, cerca de 75% conciliam os estudos com o trabalho, enquanto mais de 40% dos estudantes são os primeiros de suas famílias a cursar o ensino superior. O impacto da formação também aparece nos indicadores de empregabilidade. As pesquisas realizadas pelas duas instituições consideraram 119.432 concluintes e identificaram 93.958 egressos empregados. A taxa de colocação profissional chegou a 79,99% entre os egressos da UniCesumar e a 76,99% entre os formados pela UNIASSELVI.
A companhia também avançou em iniciativas de inovação voltadas à experiência acadêmica e à eficiência operacional. Em 2025, o VitruLab conduziu 36 projetos e 18 pilotos, dos quais nove foram aprovados para implementação em escala. Entre 2022 e 2025, o ICETI concedeu 1.336 bolsas de iniciação científica e contabilizou mais de 4,2 mil artigos publicados.
Pessoas, diversidade e integridade
A Vitru encerrou 2025 com 9.414 colaboradores, sendo 65% mulheres. A presença feminina alcançou 40% da Diretoria Estatutária e um terço do Conselho de Administração. No período, a companhia também registrou nota consolidada de 83 no Trust Index do Great Place to Work e manteve, pelo segundo ano consecutivo, resultados de saúde mental acima da média de mercado.
Na frente de integridade, 100% dos treinamentos obrigatórios de compliance foram disponibilizados por meio da Vitru Academy. O relatório detalha ainda a estrutura de governança, o funcionamento dos comitês de assessoramento, a gestão de riscos, os mecanismos de prevenção a conflitos de interesses e as práticas relacionadas à privacidade, à Lei Geral de Proteção de Dados e à segurança cibernética.
“Transparência não se limita à apresentação de indicadores positivos. Ela pressupõe mostrar o estágio de maturidade de cada tema, reconhecer os pontos que ainda precisam evoluir e estabelecer bases para acompanhar os avanços nos próximos ciclos. É essa leitura que permite transformar o relatório em uma ferramenta efetiva de gestão”, explica a diretora.
Gestão ambiental
Em 2025, a Vitru registrou 1.247,38 toneladas de dióxido de carbono equivalente em emissões dos Escopos 1 e 2. Desse total, 790,17 toneladas corresponderam às emissões diretas da operação e 457,20 toneladas ao consumo de energia elétrica adquirida. A intensidade ficou em 0,00136 tonelada de CO₂ equivalente por estudante.
Entre as medidas adotadas está a migração de unidades para o mercado livre de energia, que proporcionou redução de aproximadamente 40% nos custos de energia dos campi presenciais. A companhia também substituiu equipamentos de ar-condicionado por modelos com maior eficiência energética e menor potencial de aquecimento global. O levantamento das emissões de Escopo 3, relacionadas à cadeia de valor, está previsto entre os próximos desafios para promoção de avanços da gestão climática.
Nova matriz de materialidade
A elaboração do relatório foi orientada por uma nova matriz de dupla materialidade, desenvolvida com apoio de consultoria especializada e validada pela alta liderança. Cinco temas foram classificados como relevantes simultaneamente para os impactos da companhia e para o desempenho do negócio: acesso à educação; foco no estudante e qualidade acadêmica; gestão do ambiente regulatório; inovação, digitalização e tecnologia; e segurança cibernética, privacidade e proteção de dados.
A análise também identificou outros temas relevantes para a atuação da companhia. Atração, desenvolvimento e bem-estar dos colaboradores, assim como empregabilidade e empreendedorismo, foram considerados materiais pelos impactos gerados sobre as pessoas e a sociedade. Já a sustentabilidade econômica e financeira foi classificada como material para o negócio, por sua influência sobre a estratégia da Vitru e sua relevância para o mercado e os investidores.
“A dupla materialidade aproxima a agenda de sustentabilidade das decisões corporativas. Ao analisar conjuntamente os impactos gerados pela Vitru e os efeitos que esses temas podem produzir sobre o negócio, conseguimos definir prioridades com maior consistência e direcionar os próximos passos da estratégia de forma mais objetiva”, destaca Patricia.
Acesse o material completo aqui.
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